Google Wave: tsunami ou marolinha?

26 de outubro de 2009 | Por: Fábio Perez | Geek, Tecnologia, Web

Aviso: Para ler esse post você deve ter noção do que o Google Wave é. Não sabe? Google it!

Todo mundo que se conecta à internet, tirando as pessoas que só acessam orkut e usam MSN, ouviu falar do Google Wave. Seja por gente pedindo convites no twitter ou até mesmo blogs tentando explicar sua utilidade, nem sempre com sucesso. Afinal, o Google Wave é bom? Ou melhor, o que diabos é o Google Wave?

Já é fato que qualquer serviço que leva o nome Google vira um hype imediato. Isso pode ser bom ou ruim. Bom pelo fato de que milhares de blogs e sites divulgarão o serviço, mas ruim pelo fato do produto nem sempre superar a expectativa gerada. Essa expectativa exacerbada fez com que muita gente chamasse o Google Wave de overhyped.

É claro que na internet as pessoas deixam o pensamento coletivo transpor o individual. Vemos isso logo no começo da distribuição de convites para o Wave. Muita gente que nem fazia ideia do que é o serviço fazia de tudo para ser convidado. Não condeno, afinal todo mundo quer fazer parte da onda. Mas o que realmente deixa incomoda é que muitos falaram que o Wave é overhyped só porque leram isso em algum blog famoso. Cadê o senso crítico? No começo todo mundo fala ‘OMG, será foda bom.’, no mesmo dia do lançamento temos a massa reclamando: ‘OVERHIPADO’.

Primeiramente temos que entender que o Google Wave ainda é um preview. Apresenta vários bugs e não está completo. Até as configurações estão em construção. Não dá pra exigir muita coisa ainda.

Pelo outro lado, muita gente usou e gostou do que viu. O fato de você ver os textos sendo escritos fantasmagoricamente em tempo real é incrível e, não menos, constrangedor para quem escreve. Quem nunca corrigiu aquela palavra ortograficamente incorreta antes de dar o enter? No Google Wave basicamente não tem isso. É basicamente como o Thassius disse em uma wave:

“Sem falar que denuncia os nerds catadores de milho ou que têm que pensar por séculos antes de escrever uma palavra de forma correta. :F”

Um aspecto que não gostei foi a possibilidade de qualquer um poder editar qualquer mensagem de qualquer pessoa. E não achei opção para desativar isso. Ou seja, temos que confiar em todos da Wave para que nenhum engraçadinho apague ou modifique conteúdo.

Entendo que muitos ainda não acharam utilidade no Google Wave, mas com o tempo isso deve mudar. Hoje ele já é uma ótima ferramenta colaborativa e plataforma para debates.Alguns dizem que até pode substituir o email, mas me parece exagero.

Eu, por exemplo, criei uma wave falando sobre a pirataria lá. Que por incrível que pareça, recebeu 88 mensagens.

O Wave ainda peca um pouco com a interface bagunçada e pesada. O serviço chega a consumir gigabytes da memória RAM. Mas como eu já disse, estamos em uma versão bastante prematura.

No geral é isso. Realmente acredito que o Google Wave dará certo. Não só porque é uma ferramenta bem promissora, mas principalmente por se tratar de mais um serviço Google.

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Como evitar o 1000+ no Google Reader

10 de abril de 2009 | Por: Fábio Perez | Produtividade, Utilidades

You know you've been on the computer too long when...

Foto: You know you’ve been on the computer too long when…, por spcbrass.

O Google Reader é o agregador de feeds mais utilizado no mundo. Isso se deve a alguns fatores: sua interface, sua portabilidade, a possibilidade de compartilhar itens e simplesmente por ser do Google.

O grande problema do greader, seu apelido carinhoso, é quando ele mostra o temido (1000+). Muitas pessoas até o fecham quando descobrem que há mais de 1000 itens não lidos no agregador.

Veja 5 dicas que podem te ajudar a manter o Google Reader em dia:

  1. Assine poucos feeds. Não dá pra sair assinando tudo que é interessante. Veja se realmente vale a pena receber as atualizações de um blog/site antes de assinar seu feed. Não tenha medo em cancelar a assinatura de sites que você não lê mais.
  2. Leia apenas o que te interessa. Não é porque você assina o feed de um blog/site que você deve ler todos seus itens. Muitas pessoas se sentem obrigadas a ler tudo que aparece no Google Reader. Saiba dizer não para uma notícia que não te interessa.
  3. Use o ‘Mark all as read’ quando for preciso. Após utilizar as dicas desse post, você provavelmente não vai ver o 1000+ com frequência. Se ele resolver aparecer, não hesite em usar o botão ‘Mark all as read’ para começar novamente do zero. Você também pode utilizar o botão apenas nos itens menos relevantes.
  4. Estabeleça uma frequência de leitura dos itens. Não deixe acumular itens não lidos, transforme o acesso ao Google Reader em uma rotina. Não fique mais de dois dias sem ler os novos itens.
  5. Troque o reader por acessos periódicos ao site. Para blogs em que a leitura é opcional, você pode trocar a assinatura do feed pelo acesso ao site. Deixe nos favoritos e acesse quando puder. Desta maneira você não acumula itens não lidos.
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E se o Google comprasse o Twitter?

3 de abril de 2009 | Por: Fábio Perez | Tecnologia, Web

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O blog TechCrunch publicou rumores sobre uma possível compra do Twitter pelo Google. Sim, não satisfeita com o YouTube, Gmail, Google Maps, Orkut, Picasa e mais outras centenas de produtos, a empresa pretenderia expandir seu monopólio, chegando cada vez mais perto da dominação mundial. Eu me preocuparia se não fosse pelo slogan ‘Don’t be evil’, adotado pela empresa.

O Google já tem seu serviço de microblogging: Jaiku, que foi vendido à empresa em Outubro de 2007. Mas não tem jeito, o twitter domina os blogs de 140 caracteres. Diante do fato, o Google abriu o Jaiku, liberando seu código para quem quisesse no Google Code.

Voltando ao assunto principal: Ainda segundo mais rumores do TechCrunch, o twitter, avaliado em mais de US$250 milhões pela revista Forbes, não seria vendido por menos de 1 bilhão de dólares. Por que não? Afinal, o Google tem a fórmula da máquina de fazer dinheiro.

Seria um primeiro de abril que durou mais alguns dias? Não importa. O fato é que tal união desencadearia certas mudanças no twitter e em outros serviços oferecidos pelo Google. Quais seriam os benefícios? E a parte ruim?

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Adsense no Twitter

Mesmo que demorasse um tempo, o Google não deixaria de colocar anúncios do Adsense (a máquina de fazer dinheiro) nas páginas do twitter. Blocos de propaganda estariam por toda a parte: em resultados de pesquisa, na página principal e em tweets individuais. Clientes externos, como twhirl e TwitterFox, seriam soluções para twittar sem poluição visual.

image Busca em tempo real

Uma das funções mais cogitadas, a busca em tempo real ainda não faz parte do Google. A compra do twitter traria tal função para a ferramenta de pesquisa mais utilizada no mundo. Pense nas possibilidades. O Gmail não quer entrar, é só buscar por “gmail funcionando” e você verá se o problema é geral.

Menos fakes e spammers

Com a integração entre o twitter e o Google Accounts, ficaria mais difícil fazer perfis fakes e spammers no twitter. Um novo cadastro no site levaria muito mais tempo para ser feito.

Twitter nos serviços do Google

Já é possível ler e enviar updates do twitter pelo iGoogle e Gmail, mas com a união seria definitivo. Outros serviços, como Google Maps, YouTube e Picasa mostrariam a opção de “twittar” mapas, vídeos e fotos, respectivamente. O Google Talk exibiria o último update no twitter como mensagem pessoal.

image Estabilidade

Quando o twitter começasse a gerar lucros, uma falha no serviço significaria deixar de ganhar dinheiro. O Google investiria em servidores melhores e faria de tudo para rodar o serviço com estabilidade. A baleia seria uma espécie quase em extinção e página mal carregada seria problema no navegador.

Orkutização do Twitter

Sendo um serviço do Google, o orkut também seria integrado ao twitter. Um número maior de miguxos e analfabetos virtuais passariam a utilizar o microblogging. Tweets como “maldita inclusão digital” seriam frequentes.

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A estrutura do site permaneceria a mesma. Não há razão para mexer muito em uma fórmula de sucesso: 140 caracteres, @replys, mensagens diretas, #tags etc. A simplicidade do twitter já segue o padrão clean do Google.

E você, o que acha dessa possível compra?

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[PRODUTIVIDADE] Usando o Google Imagens para traduzir palavras

19 de março de 2009 | Por: Fábio Perez | Produtividade

Essa é uma dica que eu usava há algum tempo e nunca tinha pensando em escrever sobre, até que eu li no lifehacker e pensei “por que não?”. Trata-se de um simples método para saber a tradução de uma palavra, de qualquer idioma para uma linguagem universal: a imagem.

Para isso, é só recorrer ao todo-poderoso Google e buscar a palavra desconhecida no Google Imagens. Para testar, busquei pela improvável palavra ‘Kamuolys’ (‘bola’, em lituano). Veja o resultado:

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Esse método pode se sair melhor que simples tradutores online, que dão apenas um significado para a palavra. O Google Imagens vai mostrar as imagens mais relevantes àquela palavra.

Via Lifehacker via Official Google Blog

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